quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

#CRIT - Filme "Ela"

Quer conhecer a história romântica mais verdadeira do século XXI?




       Já digo em primeira instância: não recomendado para toda e qualquer pessoa que está apaixonada e possivelmente lidando com desilusões amorosas. Efeitos colaterais: este filme pode causar dor, angústia, isolamento, muito choro e, por incrível que pareça, felicidade.

       "Ela" vai nos transportar para um mundo futurístico. Não é especificado o lugar e nem o ano em que a história se passa, mas fica óbvio ser no futuro. A trama gira em torno do escritor de cartas (sim, esta é sua profissão) Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um homem solitário, depressivo e antissocial, que está lidando com a separação e com um doloroso divórcio de sua esposa Catherine (Rooney Mara). Nesta cidade, a maior parte da população lida diariamente com a tecnologia de uma forma mais rápida e eficaz do que atualmente. Vou explicar. Com uma espécie de aparelho auditivo, apenas com o comando de voz, o cidadão é capaz de escutar os e-mails que recebe, ditar as respostas para os mesmos, pedir para tocar músicas e vários outros artifícios. Uma espécie de "SIRI" (aquela programação dos iPhones) muito mais avançada. Enfim, nesse meio tempo, uma empresa de tecnologia lançou um novo sistema operacional de voz denominado OS1, que se adquirido, com alguns dados pessoais do comprador, desenvolveria um(a) "parceiro(a) tecnológico(a)" para o mesmo. Dessa forma, Samantha (Scarlett Johansson) é programada para Theodore. Esse programa tem acesso a todas as informações da pessoa para que operam, conversam com elas, fazem perguntas, fazem amigos, têm vontades próprias, contam histórias, possuem sentimentos, funcionam como um ser humano. Mas só a voz. Sem um corpo. A relação entre a pessoa e o OS1 é de amizade e pode ser, em alguns casos especiais, um romance. Ao longo do desenvolvimento de sua relação com Samantha, Theodore ainda mantém uma bela amizade com Amy (Amy Adams), uma programadora de videogames que passa por problemas em seu casamento e que também encontra um OS1 para ser sua amiga.


     Provavelmente um dos melhores filmes que já foram feitos nos últimos tempos. Conta a relação romântica entre o homem e a máquina de uma forma linda, construindo passo a passo da experiência e nos convence da veracidade dos fatos em todos os segundos do longa. Algumas pessoas podem pensar, ao ler a sinopse, que é muito fantasioso, insano e improvável que isso realmente ocorra. Será? Pare pra refletir na dependência atual dos seres humanos com a tecnologia. Quando a internet foi criada, ela foi taxada como inútil, visto que a população já tinha acesso a televisão. Isso faz algum sentido? Alguém consegue imaginar o caos que seria o planeta sem a internet? Sem a globalização, a instantaneidade de informações e o aniquilamento do espaço pelo tempo? Ontem mesmo assisti um comediante ridicularizando os correios; dizendo que seria melhor se as companhias lessem nossas cartas e nos enviasse as informações por e-mail. E não é verdade? No ciclo social em que vivo, quebrar a tela do iPhone dói mais do que quebrar o coração. O celular torna-se um novo membro do ser humano. Não é tão estranho assim, pensar que algum dia poderemos desenvolver amor por uma voz. Mesmo que não possua olhos, roupas e mãos, é capaz de nos compreender perfeitamente bem. Melhor do que nós mesmos.

       O trabalho artístico do filme é algo maravilhoso, a coloração rosa está presente a todo momento, sendo tanto nas roupas quanto na iluminação. Mas a direção de Spike Jonze é razoável. Na realidade, acredito que o verdadeiro mérito dele está no roteiro, perfeitamente estruturado que chega próximo de uma obra de arte. Apesar de cenas apelativas de sexo e linguagem imprópria, que foram inseridas por um motivo desnecessário, o roteiro é excelente. Mas vamos ao que realmente vale a pena. Um nome: Scarlett Johansson. A mulher não apareceu um segundo sequer diante das câmeras e com apenas a voz conseguiu transmitir tanto sentimento, tanta emoção, algo que, sinceramente falta nas atrizes hoje em dia. Meu coração fica despedaçado só de lembrar da personagem.  Mesmo não sendo perfeita, ela te encanta e te conquista. Phoenix dá um show a parte, atua sem nenhuma companhia e faz tudo muito bem feito; segurando o filme nas costas. Além disso a sempre maravilhosa Amy Adams está presente só pra "agregar valor" à obra.

     "Ela" possui cinco indicações ao Oscar 2014. Filme, roteiro original, trilha sonora, direção de arte e canção original para "The Moon Song", interpretada por Karen O. Acho digno levar pelo menos um desses pra casa, de preferência "melhor trilha sonora". Peças em piano encantam a produção. No geral, apesar de toda a tecnologia envolvida e o contexto futurista, é um filme simples. Tão simples quanto seu nome. Três letras somente, mas para um filme grandioso.  O tema central abordado, acima de tudo, é o amor, com suas vantagens e seus vários e vários problemas, alguns que nós até desconhecemos... pelo menos, por enquanto. 


#CRIT - Filme "Gravidade"

Por trás de uma única lágrima flutuante, todo um sentimento.



     Tem que ser uma pessoa muito chatinha pra assistir esse filme e falar com todas as letras de que não gostou de tudo. Existem partes consideráveis e partes irrelevantes, assim como na maioria das grandes produções hollywoodianas feitas para puro entretenimento.

      "Gravidade" é uma ficção-científica que irá nos jogar para dentro do espaço, ou melhor, para fora da Terra. Conta a história de uma engenheira iniciante, a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) e de um astronauta veterano, Matt Kowalsky (George Clooney) que são emitidos pela NASA em um ônibus espacial para uma missão que supostamente consertaria um satélite que possuía falhas. Não há como prolongar a sinopse do longa. Após sofrerem um acidente inesperado, Ryan se desprende da base na qual trabalhava e vaga infinitamente e sem rumo pelo vácuo negro. Após ser resgatada, outras desventuras ocorrem em sequência, durante sua ávida tentativa de voltar em segurança para o planeta Terra, tentando salvar o máximo de pessoas que conseguir ou, se for o caso, apenas a si mesma.

      Este é um filme que foi feito pura e simplesmente para vender. Blockbuster sim, com muito orgulho. Ou se você preferir me chame de "Pipocão Americano". Possuindo apenas 1 hora e 30 minutos cravados no relógio, "Gravidade" é a mais curta das produções indicadas ao Oscar 2014 de melhor filme. Isso não é atoa, com certeza. Um filme curto faz com que nossa experiência com o mesmo seja mais prazerosa, devido ao fato de provavelmente ser menos cansativa; fazendo assim, como que se assista ao mesmo várias e várias vezes. Este é um filme para o cinema. Não acho que na tela de um notebook ou na televisão de sua casa (nem que seja as super revolucionárias, 3D, com mil e um assessórios) tenha o mesmo impacto cinematográfico. A pequena duração do filme também reflete o fato de o enredo não ser tão complexo, portanto acho que não encontraram meios ou motivos para prolongar o filme.


     A grandiosa e necessária crítica que deve ser feita com louvor ao filme é para sua excelente parte técnica. A direção de arte, a fotografia, a montagem e principalmente os efeitos visuais são algo de outro planeta (insira a piada do filme se passar fora da Terra). Foram quatro anos para conseguir finalizar o longa, um tempo considerável de preparo e dedicação que extrapola o limite de tempo que vários diretores comumente utilizam para suas produções. Falando nele, o diretor Alfonso Cuarón merece ser ovacionado de pé. A forma como consegue enquadrar a câmera para captar cada aspecto da obra é absurdo. Conseguindo assim imagens belíssimas de acontecimentos catastróficos (como o acidente com lixo espacial). Ou o modo como conseguiu colocar o planeta e sua imensidão em destaque durante praticamente todo o tempo, passando por várias partes de territórios, desde o Mar Vermelho e o Egito, até a América Central, etc. O que mais impressiona é a forma poética e metafórica com a qual trabalha com sua câmera, focalizando por exemplo uma lágrima flutuante para representar todo o sentimento de ansiedade, angústia e medo que se seguia e se embaralhava dentro da personagem; utilizando assim, com primazia, a gravidade, ou melhor, a falta dela para seu benefício próprio. Incrível.

     Mas sabe o que não foi tão incrível assim? As atuações. Escolhidos a dedo, sem dúvida nenhuma, Sandra Bullock e George Clooney são uns dos nomes mais populares em Hollywood, portanto isso encaixa no quesito do filme ser feito para vender. Não vou negar que eles são excelentes atores, principalmente ela, mas dessa vez a atuação não foi nem um pouco convincente. Ele, no caso é completamente insignificante no filme. Se o diretor substituísse Clooney por um ator de menor credibilidade, aos meus olhos, teria o mesmo efeito. Já Bullock tentou e foi, questionavelmente, indicada ao Oscar de melhor atriz. Não acho que foi merecido. É certo de que o papel era mais introspectivo e intimista, mas mesmo assim havia necessidade de um pouco mais de caos na personagem. Um pouco mais de "falta de calma" e desespero na situação em que estava vivenciando.

      Dez. Esse é o número de indicações que o filme recebeu na premiação do Oscar. São elas: filme, diretor, atriz principal, trilha sonora, edição de som, mixagem de som, direção de arte, fotografia, montagem e efeitos visuais. Bem, Alfonso Cuarón já pode pedir pra sua empregada limpar a estante para receber a estatueta. E o filme é bem provável que leve grande parte desses prêmios técnicos todos (mesmo eu não entendendo o porque de tantas nomeações em categorias de som). Por fim, se você ligar o olhar cético vai acabar achando "Gravidade" entediante e monótomo. Mas se você se permitir, vai ser levantado do chão. Pensem no filme como entretenimento, porque assim, se você olhar pro céu a noite e ver as estrelas, vai conseguir enxergar Sandra Bullock chorando em algum lugar, mais ou menos ali oh! Estão vendo?!


  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

#CRIT - Filme "Nebraska"

Às vezes o amor se esconde no mais improvável dos lugares.




       Lindo. Poderia parar a crítica apenas nessas poucas palavras e fazer vocês ficarem curiosos e tempestuosos para assistir o mais rápido possível essa história encantadora e emocionante. Mas como o intuito é dissertar, vamos a diante.

     "Nebraska" retrata uma história 100% original. Certamente, nunca assisti um filme com um roteiro tão diferente e simples, o que faz tudo ficar muito interessante. Woody Grant (Bruce Dern) é um idoso chato, rabugento, alcoólatra e de poucas palavras, que acredita ter ganhado a quantia de 1 milhão de dólares. Infelizmente, isso não passa de um engano. Woody recebeu pelo correio uma carta que nada mais era do que uma propaganda de uma empresa, afirmando que se o número dele fosse sorteado e se ele entregasse os cupons necessários, poderia retirar o prêmio maravilhoso. Porém, Woody não dá a mínima para os pormenores da propaganda e, apesar dos protestos de seus filhos David Grant (Will Forte) e Ross Grant (Bob Odenkirk) e de sua mulher, a tagarela e incansável Kate Grant (June Squibb), ele está destinado a sair da pequena cidade de Billings, no estado de Montana e viajar até Lincoln, no estado de Nebraska, para adquirir seu prêmio. Nem que seja andando. Após atormentar tanto a sua família, David resolve dar uma chance pro velho pai e o leva para viajar. No decorrer da mesma, por conta de um imprevisto, os dois são obrigados a parar na antiga cidade natal de Woody e de sua mulher, onde reencontram antigos amigos, antigos rivais e muitos parentes que ao saberem da grande notícia do prêmio de 1 milhão, tentam se aproveitar da situação. Ah sim, os filhos tentam avisar que o prêmio é falso, mas isso acabou parecendo, aos olhares alheios, uma desculpa para não ficarem visados.

     Incrivelmente bem feito, "Nebraska" é a maior prova de que uma grande história pode ser contata mesmo fora dos grandes centros econômicos e turísticos. Saindo da linha Nova York - Los Angeles, no caso dos EUA.  Na minha opinião, isso deveria ser intensamente incentivado no panorama brasileiro. Onde o país "oficial" mascara completamente o país "profundo". Por que não unir os dois? Quantas grandes histórias foram contadas no interior do Piauí por exemplo? Ou no norte do Mato Grosso? Já passou da hora de explorar o Brasil não-carioca. Mas voltando ao filme, o que mais emociona, sem dúvidas é a maravilhosa relação de amor do filho com o pai, que mesmo sendo insuportável em certos momentos, nunca é abandonado ou deixado de lado. Uma incrível lição do nosso dever em estar sempre em contato com os familiares. Uma lição de superar as diferenças. Uma lição de altruísmo. "Nebraska" vai tirar lágrimas de você rapidamente, se você tiver propensão para chorar. E também vai te dar vários sorrisos em cenas muito bem pensadas e, apesar do humor negro, hilárias.

     O trabalho de atuação de Bruce Dern é estonteante. O tempo que ele levou pra decorar as falas não deve ter sido maior do que meia hora, porque realmente não tem muitas. Mas o que encanta sinceramente é a sua expressão facial. "Um olhar diz mais que mil palavras", certo? "Nebraska" é mais um grande filme para a carreira do ator, sempre brilhante e, como disse Leonardo DiCaprio ao receber o Globo de Ouro esse ano, uma inspiração para os jovens atores. A verdadeira graça do filme está em June Squibb, que interpreta a personagem com muita facilidade e que com um discurso puritano, acaba entregando ser na realidade bem promíscua. O que é muito divertido.



       Com seis nomeações ao Oscar 2014, sendo elas: filme, diretor, ator principal, atriz coadjuvante, roteiro original e fotografia, não tenho certeza se vai faturar algum prêmio. Na realidade acredito que não. Mas foi muito bem nomeado. Merecidíssimo. A direção de Alexander Payne ficou superior a de vários nomes indiciados na mesma categoria. Pegou objetos e paisagens um tanto quanto simples e cabais e ao colocá-los por certos ângulos, conseguiu torná-los belos e artísticos. Não há reclamações a serem feitas.

     Se for pra resumir: vale cada segundo do seu tempo precioso. Uma história singela, mas que toca o coração. Um filme de interior, com pessoas pobres, pessoas feias, pessoas velhas, sem o menor ânimo pra vida, sem a menor vontade de conversar e de tirar os olhos da TV e regado a muita cerveja. Não é o melhor filme do ano, mas merece ser notado, porque mesmo sendo inteirinho em preto e branco, podemos ver com muita clareza a necessidade de amor, de respeito e de tolerância na vida familiar.


#CRIT - Filme "O Lobo de Wall Street"

Anti-Super-Heroi que confunde nossa vontade com nossa moralidade.



     A primeiro passo, já digo de passagem que simplesmente odiei o filme. Aposto que a maioria de vocês leram coisas muito diferentes sobre isso nos últimos dias (se é que vocês procuraram ler alguma resenha desse filme na internet).

  "O Lobo de Wall Street" conta a história verídica e a vida de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um homem que nasceu pobre, mas que com apenas 26 anos já conseguiu faturar milhões e milhões de dólares. Mansões. Carrões. Amigões. Mulherões. Diversões. Tudo isso sobrava indefinidamente na vida do jovem rapaz. Essa quantia exorbitante de dinheirto adquirida pela personagem se deve ao fato do mesmo ser corretor da bolsa de valores de Nova York, portanto trabalhar na Wall Street. Mas não um corretor comum. O que consiste, na realidade, é a venda de ações de baixíssimo valor por um preço absurdo para investidores da bolsa. A vantagem de vender essas ações, conhecidas como "papéis rosa", se reflete no fato do corretor receber lindos 50% de comissão sobre o preço da ação. Diferentemente do 1% de comissão que receberia vendendo as ações de altíssimo valor agregado. Mas como fazer com que investidores comprem tais ações? Como enganá-los? Como persuadí-los? É nesse instante que entra a incrível arte da lábia; o que faz de Belfort um super-heroi para seus colegas. Primeiramente visando investidores pobres, humildes e perdidos, Belfort consegue uma grande quantia de dinheiro. Porém ao longo da vida, percebe que conseguiria atrair investidores de grande peso para o seu jogo malígno. Com a ajuda de seus amigos, principalmente o amoral Donnie Azoff (Jonah Hill), Belfort cria um empresa de luxo, denominada "Stratton Oakmont" para mascarar toda a sua maracutaia.

  Inflado e recheado de prostituição, sexo, notas de dinheiro jogadas no lixo, pílulas, relaxantes, anti-depressivos, álcool, cocaína e uma dose dupla de drogas, o grande problema do filme está nas ... isso mesmo ... drogas. A apologia registrada é absurda e deveria ser ilegal. Tudo bem que o filme foi colocado como sendo para maiores de 18 anos, mas tanto vocês quanto eu sabemos que os filmes do Oscar possuem uma amplitude de público muito maior do que isso. O grande erro da apresentação desenfreada das drogas é que mesmo a maioria de nós tendo noção dos problemas que o uso da mesma pode nos causar, é impossível não dar boas gargalhadas nas cenas nas quais os atores estão "chapados"; confidindo assim nossa vontade de rir com a nossa cética moralidade. As personagens utilizam as drogas como se fossem feitas de farinha e água e aparentemente não sofrem nenhum efeito colateral. Nada. Simplesmente nada. O que é ridículo. Quando os problemas pessoais parecem se agravar e o uso das drogas acaba se tornando batido e chato, eles param com os hábitos e continuam a vida, como se não houvesse dependência química, etc. Outro ponto negativo do filme (se você, independente do seu sexo, for feminista vai se revoltar com esse aqui), as mulheres são tão importantes no filme quanto as notas de 100 dóllares que Belfort joga no lixo. Nudez feminia aparece frequentemente, sem o menor rebuliço. A mulher em "O Lobo de Wall Street" foi coisificada. Machismo puro.


     Apesar dos pontos negativos e da direção questionável de Martin Scorsese, o que realmente se destaca no filme são suas atuações. Não levando em consideração os papeis ridículos que representam, Leonardo DiCaprio e, chocantemente, mas principalmente, Jonah Hill, atuam com maestria. A escolha de DiCaprio foi necessária e um tanto quanto óbvia, vide a grande safra de filmes feitos juntos com Scorsese. Ele atua bem, é verdade (até mesmo pessoas como eu que não apreciam sua carreira serão obrigadas a admitir). Entretanto, a estrelinha do filme é Johan Hill. Sempre detestei ele, por seus papéis idiotas. Mas aqui sua atuação é excelente. Sua comédia é sensacional. E a indicação ao prêmio de melhor ator coadjuvante, merecida, apesar de todos os protestos nas redes sociais. O elenco ainda conta com o belíssimo, mas insignificante (no filme!!!) Jean Dujardin, astro de "O Artista" e o homem da vez de Hollywood, Matthew McConaughey, que atuou 5 minutos, mas ficou marcado com toda certeza.

"O Lobo de Wall Street" foi indicado a cinco categorias no Oscar, incluindo filme, diretor, ator principal, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Dentre esses o único que pode ter chance de levar pra casa é o último, mesmo desconsiderando a incrível quantidade de palavrões (filme na história em que mais se pronuncia a palavra "fuck"). Os outros estão, ao meu ver, fora de questão. Achei certíssimo o fato de não ter sido indicado às categorias técnicas, porque sinceramente o filme é cansativo demais: as 3 horas me custaram 3 anos pra passar, mesmo com todas as cenas e cortes rápidos. Para concluir, reafirmo que, num panorama geral, odiei o filme e que, honestamente, não passa de uma produção chata, contando uma história já contada, de uma forma absurdinha e imoral só pra ser polêmico e acabar na boca do povo.